RECET Vol. 8 (1): 111-123 | 2021 

CAPA  |  ARTIGO ORIGINAL


 

Bruna Colomba Jardim (1),Mateus de Almeida Oliveira 1, Luiz Carlos Maciel (2)

(1) Universidade de Taubaté, Departamento de Medicina, Taubaté, SP, Brasil; (2) Hospital Universitário de Taubaté, Departamento de Medicina, Taubaté, SP, Brasil


 

RESUMO

 

Proposta: Verificar se condições climáticas de determinadas regiões têm influência na ocorrência de urolitíase em sua população, a fim de estabelecer um perfil epidemiológico relacionado ao clima. Métodos: Três regiões brasileiras foram escolhidas – Vale do Paraíba, Vale do Itajaí e Brasília. Depois, obteve-se a prevalência de urolitíase por 100.000 habitantes entre o período de 2010 e 2012 em cada uma dessas regiões a partir de dados de incidência coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e a população dessas regiões obtida a partir do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A partir desses dados, correlacionou-se a prevalência de urolitíase com a temperatura média e umidade relativa do ar de cada região, obtidas através do Instituto Nacional de Meteorologia.
Resultados: Para o Vale do Paraíba, encontrou-se uma prevalência de 125.2 casos/100.000 habitantes, temperatura média de 20.6ºC e umidade relativa do ar de 77.3%. No Vale do Itajaí, 81.5/100.000 habitantes, temperatura média de 19.5ºC e umidade relativa do ar de 85%. Já em Brasília, prevalência de 68.08/100.000 habitantes, temperatura média de 22ºC e umidade relativa do ar 65.8%.
Conclusão: Nas regiões estudadas, não houve influência direta do clima sobre a ocorrência de urolitíase, pois possivelmente outros fatores de risco relacionados à doença estão se sobressaindo sobre a temperatura média e a umidade relativa do ar dessas regiões.

PALAVRAS CHAVE: Urologia; urolitíase; clima; fatores de risco; Brasil

  


 

ARTIGO COMPLETO em PDF

Capa Edição 1 - 2016