RECET Vol. 5 (1): 14-18 | 2018

CAPA  | ARTIGO ORIGINAL  


Douglas J. Kamei (1), Jéssica Z. J. Elias (2), Letícia F. Legnani (2), Luiz G. H. Sá Junior (3), Silvia R. Hokazono (4), Fernando Meyer (5)

(1) Departamento de Urologia do Hospital Santa Casa de Misericórdia, Curitiba-PR; (2) Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba-PR; (3) Universidade Positivo, Curitiba-PR; (4) Hospital Universitário Cajuru, Curitiba-PR; (5) Disciplina de Urologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba-PR.


RESUMO 

O transplante renal é a terapia de substituição renal mais eficaz para insuficiência renal terminal. No entanto, transplantados podem ter complicações no enxerto, sendo a biópsia renal a escolha para firmar diagnóstico e prognóstico do enxerto. O estudo visa verificar se houve diferença quanto a viabilidade de biópsias guiadas ou não por ultrassom (US), em transplantados renais de um hospital universitário da cidade de Curitiba-PR. Ademais, propõem verificar se houve diferença no índice de complicações com cada técnica.
Foram analisados prontuários de pacientes atendidos no Hospital Universitário Cajuru entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016. Incluíram-se 42 pacientes, sendo 20 com mais de uma biópsia. Os dados analisados integraram um estudo longitudinal retrospectivo. Para avaliação da associação entre duas variáveis qualitativas foi usado teste exato de Fisher. Valores de p<0,05 indicaram significância estatística. Os dados foram analisados com o programa IBM SPSS Statistics v.20.
Cerca de 66% das biópsias não foram guiadas por US e 34% foram. A amostra foi insuficiente para representação do parênquima renal em 13% das amostras. Embora sem significância estatística (p=0,107), o percentual de amostras insuficientes para biópsias com US (23,8%) foi maior do que sem US (7,3%). Em cerca de 8% dos procedimentos ocorreram alguma complicação. Desses com intercorrências, 80% não foram guiados por US, no entanto, também não houve significância estatística (p=0,654). Desse modo, levanta-se a hipótese de que o uso do US não é necessário na maioria dos casos, até pelo fato do rim transplantado encontrar-se em localização extraperitonial e ser facilmente localizado.


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Capa Edição 2 - 2017