RECET Vol. 4 (2): 16-22 | 2017

CAPA  | ARTIGO ORIGINAL  


Fernando Meyer (1); José Maurício Frehse (1); Vinicius Bruce Souza (1); Pâmella
Rafaella Chimiloski Beltrame (2); Luis Felipe Costa (2)

(1) Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba, PR, Brasil; (2) Escola de Medicina da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil


RESUMO 

Introdução: Os tumores de próstata apresentam padrões estruturais variados e características citológicas próprias. Para a avaliação desses foi criado o Sistema de Gleason, que informa sobre a provável taxa de crescimento e disseminação tumoral. Além disso, o estadiamento do câncer prostático leva em consideração fatores prognósticos, como a dosagem do PSA pós-operatório, a determinação do escore de Gleason e a avaliação do comprometimento de margens cirúrgicas, pois são preditores de recidiva tumoral.
Objetivo: O presente estudo objetiva estabelecer a relação entre o escore de Gleason e margens cirúrgicas comprometidas em pacientes submetidos à prostatectomia radical.
Métodos: Estudo observacional retrospectivo da análise de 656 laudos anatomopatológicos de pacientes do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba, admitidos entre 2005 e 2015, diagnosticados com adenocarcinoma prostático. As variáveis foram: idade, valor do escore de Gleason, comprometimento extracapsular, margens cirúrgicas, vesícula seminal e linfonodos.
Resultado: 615 prontuários foram analisados. A idade média foi de 67,04 anos e a presença de invasão da cápsula prostática em relação ao escore de Gleason ficou assim distribuída: Gleason 6 (31,8%), Gleason 7 (3+4) (50%), Gleason 7 (4+3) (60,3%), Gleason 8 (67,3%) e Gleason 9 (82,8%). Com relação às margens comprometidas houve um aumento de 24,3% para 65,5% do Gleason 6 ao Gleason 9, para o comprometimento da cápsula houve variação de 31,8% a 82,8% (p<0,05).
Conclusão: Constatou-se que quanto maior o valor obtido do escore de Gleason maior é a probabilidade de acometimento de margens cirúrgicas, invasão extracapsular e/ou comprometimento da vesícula seminal.


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Capa Edição 2 - 2017