RECET Vol. 6 (1): 13-18 | 2019

CAPA  |  ARTIGO ORIGINAL  


Maurício Zambaldi Tunes (1), Vinícius Bruce Souza (1), José Maurício Frehse (1), Fernando Meyer (1), Nicole Sciarra Mandelli (2), Giulia Rocha Lamber (2)

(1) Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba, Mêrces, Curitiba – PR; (2) Pontifícia Universidade Católica
do Paraná, Prado Velho, Curitiba – PR


INTRODUÇÃO 

PROPOSTA: Comparar duas ferramentas, D’Amico e CAPRA-S, para análise do risco de progressão do câncer de próstata em pacientes submetidos à prostatectomia radical.
MATERIAIS E MÉTODOS: A revisão dos prontuários de 255 pacientes forneceu os dados necessários para a análise descritiva dos pacientes, bem
como para o cálculo dos escores D’Amico e CAPRA-S e avaliação da doença como um todo. Após a coleta foi realizada a análise estatística dos dados,
determinado e comparado o risco de progressão da doença por CAPRA-S e D’Amico para cada paciente.
RESULTADOS: Foram avaliados 116 pacientes, que preencheram os critérios de inclusão. Na avaliação do risco de progressão do câncer de próstata pelas ferramentas D’Amico e CAPRA-S, a distribuição dos pacientes foi semelhante em ambos os grupos, sendo a maioria de baixo risco (32.76%), seguida pelos riscos intermediário (21.55%) e alto (6.9%). Houve subestimação de 14.7% dos pacientes pelo escore de D’Amico e superestimação de 24.1%, quando comparados ao CAPRA-S. O grupo com variação mais significativa é o D’Amico de alto risco, no qual 61.9% dos pacientes foram superestimados.
CONCLUSÃO: Apesar de grande parte dos pacientes ter sido classificada com igual risco, utilizando-se D’Amico e CAPRA-S, ainda houve resultados divergentes consideráveis entre eles. Outros estudos comparados também apresentaram discordância com este e, por isso, são necessários novos estudos com maior N e que adicionem ferramentas para melhorar a acurácia do escore de D’Amico.


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Capa Edição 1 - 2016