RECET Vol. 4 (1): 15-20 | 2017

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Luiz Carlos Maciel (1), Angelo de Medeiros Francilaide Campos (2), Gustavo Notari de Moraes (1), Frederico Vilela de Oliveira (1), Anna Karina P. Sarpe (3), Luiz Fernando C. Nascimento (4)

(1) Médico urologista, professor da disciplina de Urologia,Universidade de Taubaté, SP, Brasil; (2) Médico urologista, Natal, Brasil; (3) Médica residente, Cirurgia Cárdio-Vascular, Hospital dos Servidores do Estado de São Paulo; (4) Professor da disciplina de Epidemiologia da Universidade de Taubaté, SP, Brasil


INTRODUÇÃO 

O câncer de próstata (CP) é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente tumor sólido entre homens. Maiores incidências são vistas na Austrália, América do Norte e países escandinavos, provavelmente devido aos mais avançados programas de rastreamento de que dispõem essas regiões. Dados do ano de 2008 apontam o CP como o mais prevalente no Brasil, excluindo-se os melanomas (1).
Esta doença apresenta incidência de 543 mil casos novos/ano no mundo, dos quais 15,3% em países desenvolvidos e 4,3% em países em desenvolvimento (1). A etiologia ainda não está bem esclarecida; no entanto, fatores como idade, raça e história familiar aparecem como fatores de risco isolados para desenvolvimento do CP (2).
O diagnóstico precoce pode ser feito por métodos de rastreio em assintomáticos através do exame digital retal (EDR) e da dosagem dos níveis séricos de antígeno prostático específico (PSA).
Esses testes apresentam baixo custo, boa sensibilidade e especificidade (3, 4). EDR e PSA devem ser avaliados anualmente se houver predisposição por faixa etária (5).
Na última década, houve aumento do diagnóstico do tipo de câncer em questão em estágios precoces devido à disseminação do uso do PSA e EDR como método de rastreamento (6). Deste modo, em 15 anos de programas de prevenção, houve evolução importante do método de rastreio do CP, deixando de ser uma situação quase desconhecida para uma das áreas de maior pesquisa (7). Por outro lado, em contraste com essa evolução, bem como um maior número de informações sobre a doença, a aderência aos testes diagnósticos permanece baixa (3), apesar da recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia de avaliações periódicas a partir dos 45 anos de idade para homens com fatores de risco e a partir dos 50 anos para aqueles que não os possuem.
A avaliação da adesão dos professores universitários ao rastreamento do câncer de próstata pode nos oferecer uma informação sobre a importância dada a esta prática por esses indivíduos, que são considerados informados e com acesso à saúde.


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Capa Edição 1 - 2016