Editorial 2 2022


Vol. 8 (2): 1-1 | 2021

Editorial


Dr. Marcelo Wroclawski

Editor Chefe RE.CET

 


 

DEVER CUMPRIDO

 

Há 8 anos ao assumir o cargo de editor-chefe desta Re.CET e, conforme aprendi com o Prof. Sidney Glina, esse é o período ideal de duração de alguém à frente de uma revista.
Olhando para o que se passou nesse período, a sensação é de orgulho e gratidão.
Orgulho por termos conseguido fazer a Re.CET decolar. Hoje estamos registrados com ISSN e somos uma revista indexada. Implementamos um processo digital de avaliação dos artigos e comunicação com os autores e revisores. Passamos a publicar vídeos. A periodicidade dos nossos números é respeitada e em breve teremos condições de diminuirmos o intervalo entre as edições. Acredito que podemos dizer que atualmente ela cumpre seu papel, de servir como alternativa para aqueles que estão se iniciando na vida acadêmica e que muitas vezes tem dificuldade de encontrar local para publicar estudos de menor impacto, como relatos de casos ou revisões não-sistemáticas da literatura.
Gratidão a todos aqueles que se empenharam para manter a Re.CET ativa e entenderam o seu propósito. Não posso deixar de destacar a eficiência do Ricardo de Morais, nosso Editor técnico, companheiro fundamental nesta jornada junto com Patrícia Gomes e Bruno Nogueira, responsáveis por fazer a revista acontecer. Gratidão a todos os revisores, que tiveram o trabalho de muitas vezes atuar como tutores, auxiliando os autores a incrementar seu trabalho. E, principalmente, gratidão aos autores, que confiaram na Re.CET para ter sua pesquisa publicada.
Entretanto, tenho total consciência de que muito ainda pode ser feito e que o potencial da Re.CET está longe de ser alcançado. Desta forma, poder “passar o bastão” para os excepcionais Silvio Henrique Maia de Almeida e Flávio Lobo Heldwein me deixa muito tranquilo e confiante.
Tenho total certeza que a dupla chega cheia de ideias e irá implementar um ritmo de trabalho ainda mais eficiente.
O futuro exitoso da Re.CET está garantido e não poderia estar em melhores mãos!
Encerro esse ciclo como editor, onde aprendi muito e espero ter contribuído um pouco. Mas a relação com a Re.CET será eterna.

Contem comigo!

 

 


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PSORIASE GENITAL


RECET Vol. 8 (2): 57-71 | 2021 

CAPA  |  RELATO DE CASO


 

Guilherme Vitoriano Silva (1), Ivo Castelo Branco (2), Rommel P Regadas (3), Ricardo Reges Oliveira Maia (3)

(1) Residente de Urologia do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil; (2)
Professor da Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Coordenador do Núcleo de Medicina Tropital da UFC, Fortaleza, CE, Brasil; (3) Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Ceará, Fortleza, CE, Brasil


 

RESUMO

 

Psoríase é enfermidade inflamatória, de evolução crônica, mediada por fenômenos imunes, de distribuição universal. Ocorre igualmente entre homens e mulheres e estima-se que acometa entre 1% a 2% das populações adultas dos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra e 5% da população adulta na Noruega (2, 7). No Brasil, os dados disponíveis do Censo Dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mostram que o diagnóstico de psoríase foi verificado em 1.349 de um total de 54.519 pessoas que consultaram dermatologistas em estabelecimentos públicos e privados, totalizando 2.5% dessa amostra. Estudo mais recente, realizado por consulta telefônica, mostrou uma prevalência de 1.31% de uma amostra de 8947 pessoas em 3002 residências pesquisadas (9). A psoríase tem etiologia multifatorial, em que fatores genéticos e influências ambientais levam à disfunção imune- celular responsável pelo quadro inflamatório crônico característico (7).

Além da psoriase vulgar em placas, podemos ainda considerar outras formas clínicas: psoríase gutata, psoríase pustulosa, localizada ou generalizada, psoriase eritrodérmica, psoríase artropática (10). A psoríase pustular generalizada (…)

  


 

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Ótima leitura!

Avaliação da influência climática na prevalência de urolitíase em três regiões brasileiras

Avaliação da influência climática na prevalência de urolitíase em três regiões brasileiras


RECET Vol. 8 (1): 111-123 | 2021 

CAPA  |  ARTIGO ORIGINAL


 

Bruna Colomba Jardim (1),Mateus de Almeida Oliveira 1, Luiz Carlos Maciel (2)

(1) Universidade de Taubaté, Departamento de Medicina, Taubaté, SP, Brasil; (2) Hospital Universitário de Taubaté, Departamento de Medicina, Taubaté, SP, Brasil


 

RESUMO

 

Proposta: Verificar se condições climáticas de determinadas regiões têm influência na ocorrência de urolitíase em sua população, a fim de estabelecer um perfil epidemiológico relacionado ao clima. Métodos: Três regiões brasileiras foram escolhidas – Vale do Paraíba, Vale do Itajaí e Brasília. Depois, obteve-se a prevalência de urolitíase por 100.000 habitantes entre o período de 2010 e 2012 em cada uma dessas regiões a partir de dados de incidência coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e a população dessas regiões obtida a partir do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A partir desses dados, correlacionou-se a prevalência de urolitíase com a temperatura média e umidade relativa do ar de cada região, obtidas através do Instituto Nacional de Meteorologia.
Resultados: Para o Vale do Paraíba, encontrou-se uma prevalência de 125.2 casos/100.000 habitantes, temperatura média de 20.6ºC e umidade relativa do ar de 77.3%. No Vale do Itajaí, 81.5/100.000 habitantes, temperatura média de 19.5ºC e umidade relativa do ar de 85%. Já em Brasília, prevalência de 68.08/100.000 habitantes, temperatura média de 22ºC e umidade relativa do ar 65.8%.
Conclusão: Nas regiões estudadas, não houve influência direta do clima sobre a ocorrência de urolitíase, pois possivelmente outros fatores de risco relacionados à doença estão se sobressaindo sobre a temperatura média e a umidade relativa do ar dessas regiões.

PALAVRAS CHAVE: Urologia; urolitíase; clima; fatores de risco; Brasil

  


 

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Capa Edição 1 - 2016
Editorial 1 2021

Editorial 1 2021


Vol. 8 (1): 1-1 | 2021

Editorial


Dr. Marcelo Wroclawski

Editor Chefe RE.CET

 


 

 Amadurecimento

 

É muito gratificante ver a Re.CET se consolidando como “A” revista científica dos residentes e dos jovens urologistas, no início de suas carreiras científicas como pesquisadores.
Temos recebido crescente procura e, cada vez mais, com trabalhos mais robustos. Neste número teremos 2 séries de caso, sendo uma delas prospectiva, e um interessante estudo epidemiológico transversal, além de 2 relatos de caso.
O resultado deste êxito irá em breve refletir em melhorias para a Re.CET. Enquanto o objetivo deve sempre continuar o mesmo, ou seja, oferecer um espaço para que os mais jovens consigam publicar trabalhos, às vezes com menor impacto, sempre apoiados por revisores que muitas vezes atuam como tutores, a maior procura e a confiança depositada neste projeto farão com que mais estudos sejam publicados a cada número e, em curto prazo, mais números serão produzidos a cada ano.
Com isso as citações dos trabalhos publicados na Re.CET começarão a ser mais frequentes. Foi motivo de muito orgulho vermos a Re.CET (1) sendo mencionada por alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina, em um trabalho de conclusão de curso (Figura-1).
A consequência será novas indexações, que esperamos obter em breve!
Que mais boas novidades possam ser apresentadas com o amadurecimento da Re.CET!

 

 


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Volume 8 | Número 1 | 2021

Volume 8 | Número 1 | 2021

ÍNDICE

 


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(CLIQUE NA CAPA)


EDITORIAL

01 | Editorial
Marcelo Wroclawski [Artigo Completo]


ARTIGO ORIGINAL

04 | Viabilidade e segurança da retirada de cateter duplo J por acesso lombar pós nefrolitotomia percutânea: uma avaliação prospectiva 
Freschi G., Müller BR, Camargo M, Berti FF, Astolfi R, Meller A [Artigo Completo]

30 | Avaliação da influência climática na prevalência de urolitíase em três regiões brasileiras
Bruna Colomba Jardim, Mateus de Almeida Oliveira, Luiz Carlos Maciel [Artigo Completo]

 


RELATOS DE CASOS

54 | Adrenalectomia bilateral laparoscópica em pacientes com hiperplasia adrenal secundária à doença de Cushing – Série de Casos

João Henrique Pinheiro de Menezes Barreto, Ricardo Reges Maia de Oliveira, Rommel Prata Regadas, Alexandre Sabóia Leitão Júnior, Akemy Allyne Menezes Barreto de Carvalho [Artigo Completo]

 

85 | Hemorragia espontânea unilateral de adrenal em paciente jovem portador de síndrome do anticorpo antifosfolipídio: Um relato de caso com revisão de literatura

Michael Hikaru Mikami, Julio Wilson Fernandes [Artigo Completo]

 

111 | Relato de Caso: metástase vesical tardia de câncer de mama
Rodrigo Antonio Prospero da Cunha, Bruno Heredia Brandt, Gustavo Papa Soares, Ocivaldo De Paula Menezes, Henrique Zanoni Fernandes [Artigo Completo]

 

Volume 8 | Número 1 | 2021

Câncer de próstata e schistosoma mansoni: relato de caso e revisão de literatura


 

RECET Vol. 7 (2): 02-06 | 2020 

 

CAPA  |  ARTIGO DE REVISÃO

 


 

 

 

Paulo Eduardo Mota Hespanha (1)*, Caique Moreira Capanema (2), Rafael Fernandes Gama (3), Nilton José de Oliveira (3) , Carlos Alberto Fontes de Souza (4), Marcos Antônio Santana Castro (3)

 

(1) Residência Médica em Urologia do Hospital Universitário São Francisco de Assis na Providência de Deus, Bragança Paulista, São Paulo, Brasil; (2) Curso de Medicina da Universidade São Francisco, Bragança Paulista, São Paulo, Brasil; (3) Departamento de Urologia do Hospital Universitário São Francisco de Assis na Providência de Deus; Bragança Paulista, São Paulo, Brasil; (4) Médico Patologista do Serviço de Anatomia Patológica de Santos-SP. Hospital da Beneficência Portuguesa de Santos, São Paulo, Brasil

 


 

 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a esquistossomose afeta mais de 290 milhões de pessoas no mundo. A correlação dessa parasitose com diversos tipos de cânceres é bem descrita em literatura. Ferguson, em 1911, sugeriu a hipótese da relação entre o Shistosoma haematobium e o carcinoma de células escamosas da bexiga. Na China, foi aventada a associação entre Shistosoma japonicum com o câncer colorretal e carcinoma renal. Existem poucos casos publicados que evidenciam a relação do Shistosoma mansoni com o adenocarcinoma de próstata. Este trabalho relata a associação entre a infecção ectópica por S. mansoni e o adenocarcinoma de próstata de baixo grau em um paciente de 64 anos, procedente de Alagoas que fora assistido pelo serviço de urologia do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF). Esse relato, portanto, vem corroborar a existência da associação da esquistossomose ectópica de próstata com o desenvolvimento do adenocarcinoma prostático. No entanto, faz-se necessário a expansão dos estudos acerca da fisiopatogenia dessa correlação.

 

 

 


 

 

 

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Capa Edição 1 - 2016